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TERRORISMO CONTRA O DCE DA UFRGS

sexta-feira, 14/05/10

O Diretório Central dos Estudantes da UFRGS foi vítima de ato criminoso, quando na madrugada desta quarta-feira seu hall de entrada foi incendiado. A ação, assumida por um grupo intitulado ‘Comando de Caça aos Reacionários’, demonstra o desprezo de determinados grupos radicais pela livre escolha dos estudantes da Universidade, pelo patrimônio público e Estado Democrático de Direito.

O crime acontece no momento em que o DCE está se repaginando, passando por reformas para melhor receber e atender aqueles que são o motivo de sua existência: os universitários. Na condição de diretor de Relações Institucionais da entidade, estive pessoalmente empenhado, juntamente com outros membros da gestão, na arrecadação de recursos financeiros junto à iniciativa privada para a realização das obras de reforma na sede que nos foi entregue destruída. Tais obras estão em andamento, mas com esta ação terrorista acabaram sofrendo severo revés.

Esta ação tem o evidente caráter de ter sido cometida por quem desrespeita a democracia, a pluralidade e as leis de forma geral. Além do vandalismo, o que está em discussão é algo maior: a liberdade de pensamento dentro da Universidade.

Mais do que isso, criminosos que cometeram este delito devem ser tratados como tais e merecem repúdio incondicional da sociedade. O claro dano ao patrimônio público já está sendo investigado pela Polícia Federal, que tem jurisdição nas ações dentro da UFRGS, e uma vez identificados os responsáveis, esperamos a respectiva e dura punição.

A proposta, porém, de devolver o DCE da UFRGS para os estudantes continuará, mais do que nunca, sendo posta em prática, procurando oferecer aos alunos um lugar agradável e recuperado. Um espaço onde possam ser bem recebidos, um ambiente em que suas reivindicações sejam atendidas, independentemente de preferências políticas ou ideológicas.

Somos adeptos da democracia, da liberdade pensamento e de iniciativa. Em nossa visão de mundo os adversários são vencidos pela discussão e persuasão; não pela força, armas ou terror.

Veja o vídeo sobre o ocorrido

Veja notícia da ZH sobre o caso

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