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Permanência: Mais uma vitória da mobilização dos estudantes

segunda-feira, 16/04/07

Na última quarta-feira, dia 11 de abril, mais uma reunião da Comissão de Diretrizes do CEPE que está discutindo as novas regras para a graduação da UFRGS, decide encaminhar a proposta de extinção da Permanência que seria votada no CEPE, um golpe contra a qualidade do ensino da própria universidade e na formação dos estudantes dos onze cursos atingidos. A Comissão de Diretrizes é composto por sete conselheiros do CEPE, seis professores e um representante discente – essa é a chamada “democracia” da Ufrgs, como nos demais espaços, onde a proporção é de 70% professores, 15% funcionários e 15% estudantes.

Para a manhã de sexta, estava convocada uma reunião da Comissão de Diretrizes do CEPE com o Reitor, Vice-Reitor e Pró-Reitor de graduação, com o claro objetivo de convencê-los da necessidade de extinção da Permanência, o que já se havia feito com as Comgrads dos cursos envolvidos em reunião anterior, onde fora alcançado quase seu objetivo total, senão fossem as Comgrads da História e Ciências Sociais.

O nosso contra-golpe já se havia iniciado em dezembro de 2006, com os primeiros rumores da possível extinção da Permanência, mas que se intensificou depois do início das aulas com o envolvimento dos estudantes. Em dois momentos se ameaçou votar no CEPE, uma em janeiro, nas férias – tática parecida do aumento das passagens escolares, onde a maioria dos estudantes não estão em Porto Alegre, para não haver manifestações – em que a nossa representação discente ameaçou com o pedido de vistas, não deixando ir para votação, e outra em março em que a Comissão recuou, tirando da pauta da reunião, sabendo novamente do iminente pedido de vistas e da pressão da mobilização dos estudantes. Nas duas oportunidades, os nossos três representantes discentes (DCE Ufrgs/Instinto Coletivo) foram importantes e decisivos, enquanto que os outros representantes discentes precisavam ser convencidos da grave situação. Ressaltando a importância da nossa representação discente combativa, guerreira que não tem medo de enfrentar os professores nas mais diversas instâncias da universidade, que não estão ali simplesmente para preencher espaço, “tomar cafezinho” com a Reitoria e os que nos atacam.

Na reunião de março do CEPE, o que vale ressaltar foi o primeiro ato da mobilização, onde ocupou-se os espaços do segundo andar da reitoria e inclusive a sala de reuniões por um determinado tempo manifestando a nossa contrariedade.

A partir daí, vários setores da Ufrgs se uniram à causa: o DCE, o CEB (Conselho das Entidades de Base), alguns DA’s e muitos estudantes que formaram a Comissão dos estudantes em defesa da Permanência, com reuniões semanais às segundas-feiras no CV do Campus do Vale, em dois períodos: às 12h30min e 18h. Vale ressaltar que houve até uma festa no CV, a Festa da Permanência organizada pelos estudantes da História.

Além dos muitos panfletos para divulgação, jornal do DCE, vários abaixo-assinado (um da Biologia, um da História e o último geral a todos os cursos), muitas passagens em sala, rádios-poste, colagem de cartazes, lista de emails específico, e muitas reuniões gerais e em cada curso (professores, Comgrads, Conselhos de cada curso, etc) foram alguns dos métodos utilizados para informar e mobilizar o maior número de estudantes.

Na última semana se intensificou as reuniões na busca de diálogo e de opções à extinção da permanência. A semana começou com a reunião na segunda no Vale, na terça à noite no DCE, e na quarta na Comissão. Com a decisão da iminente extinção se buscou abrir diálogo direto com a Reitoria, não sendo essa possível pela “falta de espaço na agenda” do Reitor. Mas outras reuniões foram feitas que se tornaram produtivas, com o coordenador do SAE, e outra com o pró-reitor de graduação. As duas positivas, pois além da apresentação da nossa proposta de Permanência, os representantes da reitoria saíram da reunião comprometidos que a nossa reivindicação seria levada ao Reitor.

Na reunião de sexta, novamente foi chamado um ato para marcar nossa posição e sensibilizar principalmente a reitoria do prejuízo que a universidade, estudantes e sociedade teriam com o fim da permanência. A reunião não foi aberta para os estudantes como foi solicitado antes da reunião.

O Reitor, Vice e o Pró-Reitor de graduação não se convenceram dos argumentos apresentados pelos Conselheiros da Comissão de Diretrizes favoráveis à extinção da permanência, e em muitos momentos da fala de cada um concordando com os argumentos nossos e principalmente pressionados por toda essa mobilização descrita acima e ao pessoal que estava no lado de fora da sala de reuniões entoando gritos de ordem.

O encaminhamento que se deu foi que na próxima reunião do CEPE será colocada em votação as novas regras da graduação mantendo a Permanência como ela está e que ela, somente ela, será objeto de discussão pela Câmara de Graduação e Comissão de Diretrizes do CEPE e que se dará ênfase na nossa proposta de colocar regras. Mas essas novas discussões possam resultar na proposta de extinção.

Então, a nossa vitória foi parcial, precisamos continuar mobilizados, e que agora possamos apresentar a nossa proposta às Comgrads, e que essas possam discutir as regras para a Permanência e encaminha-las para a Câmara de Graduação e Comissão de Diretrizes do CEPE.

Continuamos nossas reuniões semanais, recolhimento e passagem dos abaixo assinados, reuniões nos cursos, nas Comgrads para convencê-las da nossa proposta.

Valeu o empenho de cada um até agora… Parabéns!!!

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