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Editorial (Contramola N.º 1)

quinta-feira, 15/03/07

Iniciar o ano com um projeto político eleito pela terceira vez para gerir o DCE (primeira vez na história da UFRGS) é tarefa que renova significativamente nossa vontade de lutar e transformar. Porque, muito mais que a executiva da entidade, temos um projeto que entrou na pauta da Universidade desde a primeira vitória no segundo semestre de 2004 e que esse ano se apresenta na gestão Instinto Coletivo.

 

 

Entramos 2007 fortalecidos após uma eleição que distinguiu claramente qual a Universidade que a maioria dos estudantes da UFRGS que realmente participam das discussões sobre a educação superior no Brasil querem: a Universidade Pública e Popular. Uma Universidade que tenha a democracia como essência. Democracia no acesso, que corrija os graves desvios da nossa formação sócio-cultural através das Ações Afirmativas; que possibilite meios de permanência através da assistência estudantil; que seja democrática no diálogo com os movimentos sociais e com a população que financia a universidade. Uma Universidade construída e gerida por estudantes, professores e servidores. Que esteja voltada aos interesses coletivos, não os da iniciativa privada.

 

 

E é defendendo esse projeto que começamos 2007 enfrentando debates difíceis de serem travados, pois dentro dos conselhos que dirigem a UFRGS os estudantes têm apenas 15% de voto, assim como os funcionários, enquanto a ditadura docente impera com seus 70% de poder de decisão. Dentro do Conselho Universitário, órgão máximo de decisões da UFRGS, a destruidora da vida ARACRUZ Celulose propôs, em fevereiro, uma nefasta parceria com a Universidade, que vai de encontro a tudo o que os estudantes que defendem a respeito da Universidade Pública e Popular.

 

 

Em âmbito nacional, o governo Lula segue com sua contra-reforma universitária e começa a implementar na Bahia a Universidade Nova, o que se concretiza como auge do neoliberalismo no Ensino Superior.

Entretanto, com tantas adversidades os lutadores se organizam. O DCE da UFRGS compõem a Frente Nacional de Luta Contra a Reforma Universitária. O calendário de defesa da Universidade Pública está em andamento. E com o apoio d@s estudantes da UFRGS gritaremos para todo mundo ouvir: FORA ARACRUZ DA UFRGS.

 

 

Sejam bem-vindos os que retornam e, especialmente, os que chegam.

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