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Oito de março: dia internacional da mulher (Contramola N.º 1)

quarta-feira, 14/03/07

Dia 8 de março é o dia internacional da mulher. Esta data foi instituída devido a uma greve de mulheres trabalhadoras de uma fábrica em 1857 na cidade de Nova York. Elas lutavam por melhores condições de trabalho e foram queimadas vivas por um incêndio provocado pelo patrão. Portanto, não é um dia de meras comemorações e entrega de rosas, é um dia de lutas.

Afinal, é verdade que de 1857, nós mulheres, conquistamos através das lutas uma série de direitos, como o direito ao voto, os direitos sexuais, o uso de contraceptivos, a entrada no mercado de trabalho em melhores condições, o direito aos estudos, temos 4 meses de licença-maternidade pela Lei, podemos usar saias, biquínis, não precisamos ser castas, meigas, “amélias”…

Entretanto a desigualdade ainda é enorme, sofremos com subempregos, informalidade, desemprego, um salário mínimo indigno, a dupla jornada de trabalho (pois o trabalho doméstico é tido como uma responsabilidade feminina), o insuficiente número de creches públicas e a inexistência de creches em empresas, são questões que influenciam diretamente a vida das mulheres mães. Quantas mulheres já largaram os estudos por não ter onde deixar os filhos? Quantas gastam um percentual enorme do salário para pagar uma creche privada? Continuamos sofrendo assédio sexual, além de piadas machistas, cantadas, estupros, além de vermos nossos corpos serem expostos como mercadoria em comerciais na televisão, etc.

Por isso acreditamos que dia 08 de março é um dia de luta das mulheres por condições melhores de vida.

Na UFRGS não é diferente. Atualmente, as mulheres que engravidam têm que deixar a casa do estudante, a creche da Universidade não é aberta aos filhos das estudantes e em 2006 sabemos que houve um estupro no Campus do Vale.

Como podemos nos calar diante destes fatos? Deixaremos que as estudantes mães sejam obrigadas a largar os estudos por não terem onde deixar os filhos? Deixaremos que outras mulheres sejam colocadas para fora da casa do estudante e larguem os estudos por engravidarem?

A Universidade não pode reproduzir esta desigualdade, por isso propomos que sejam abertas vagas da creche da UFRGS para filhos dos estudantes da UFRGS e que sejam adaptados quartos na Casa do Estudante para receber as mulheres mães. Além disso, mais uma vez, alertamos a reitoria para a falta de segurança nos Campi.

Chega de assédio sexual e moral!
Se você concorda com estas medidas fundamentais para a permanência das estudantes e a diminuição da desigualdade e opressão, assine o abaixo-assinado no DCE!

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