Casa_de_Estudantes_do_Campus_do_Vale_(CEVale)
No dia 10/3, segunda-feira, foi apresentado o novo projeto para construção da Casa de Estudantes da UFRGS. O projeto teve alterações consideráveis e respeitou a grande parte das propostas encaminhadas pelos estudantes, que haviam entregue no dia 21/2 um documento com as propostas de adequação do projeto as necessidades dos estudantes.
No próximo dia 16 (domingo) o GTCEVale, que é o grupo de discussões da construção da Nova moradia, estará reunido na CEFAV para apresentação do projeto a partir das 18h.
Proposta dos estudantes para CEUVale
Anteprojeto apresentado - A1
Anteprojeto apresentado - A2
PRIMEIRO PROJETO APRESENTADO PELA REITORIA/ DPObras:
fachada norte
fachada leste
2º e 3º pav.
Pav. Térreo
Localização
Projeto
ENTRE EM CONTATO CONOSCO: dce@ufrgs.br
Porto Alegre, 20 de fevereiro de 2008.
“Proposta de adequação do Projeto Preliminar da construção da Casa do Estudante Universitário no Campus do Vale, às necessidades atuais e futuras dos moradores.”
A necessidade da construção de uma nova moradia estudantil é incontestável, e acima de tudo, URGENTE! A oferta de vagas nas casas de estudantes da UFRGS é menor do que a necessidade atual e muito menor do que a demanda que teremos nos próximos anos com a política de diversificação do acesso na Universidade pelo sistema de Cotas.
A atual defasagem de vagas nas casas estudantis da UFRGS e conseqüente agravamento do problema nos próximos anos, motivou os estudantes organizados e que lutam pela ampliação dos seus direitos e que sabem quais são as suas necessidades reais – incluíram na pauta de reivindicação (na OCUPAÇÃO DA REITORIA) a construção da casa de estudantes do campus do vale – que exigiu a participação de uma comissão, formada por estudantes, na construção do projeto da moradia estudantil, para que esta, realmente, supra as necessidades de quem vai usar a casa, os estudantes!
O projeto preliminar foi apreciado pela Comissão – formada por estudantes da UFRGS, moradores das casas e DCE – que exige modificações. A alteração do projeto é indiscutível, tanto em mudanças pontuais, como também na mudança da linha ideológica da construção.
Não podemos aceitar que uma Instituição Federal de Ensino Superior, que é referência em várias áreas de conhecimento, continue construindo seus prédios com a mesma ideologia de trinta anos atrás e que não emprega em suas edificações as tecnologias e estudos desenvolvidos em seus laboratórios. O projeto preliminar apresentado à Comissão esta longe de contemplar os princípios de habitabilidade e bem-estar dos moradores, embora tenha sido levado em conta todas as normas técnicas e a experiência do funcionário que fez o projeto, ele não leva em conta o fator humano e social, pois a experiência dos estudantes que moram, e passam até cinco anos, nestes “alojamentos” é muito importante e deve ser levado em conta.
Nas últimas décadas a temperatura do nosso planeta vem aumentando e tende a se elevar daqui em diante. Por isso, a preocupação com o aquecimento global traz a necessidade de repensarmos nossas atitudes em relação ao uso dos recursos naturais e, encontrarmos alternativas para diminuir esse uso.
Nesse contexto entra o desenvolvimento sustentável, que de acordo com a Comissão Mundial de Meio Ambiente e Desenvolvimento da ONU, consiste em atender as necessidades presentes sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades.
No caso da construção civil, a aplicação do desenvolvimento sustentável é de suma importância, não só pelo fato de ser uma das áreas que mais recursos naturais utilizam, como também por criar maneiras da edificação construída ser sustentável em alguns aspectos. É essencial que o setor público, também, tenha iniciativas mais sustentáveis na construção de suas edificações.
Assim, essa proposta visa adaptar o projeto preliminar da futura Casa do Estudante do Campus do Vale da UFRGS, para que sejam implantados meios ecologicamente sustentáveis na Casa, diminuindo o uso de recursos naturais pelos futuros moradores e contribuindo para a cultura do desenvolvimento sustentável e para a proteção do meio ambiente.
Habitabilidade
Um dos temas que mais nos deu prazer de discutir e refletir nesses quase seis meses de discussões acerca da construção da nova moradia estudantil, foi a habitabilidade e o conforto social da edificação. O Grupo de discussões, que aconselha os pontos citados, foi procurar quem mais entende de casa de estudante, o morador! Após diversas reuniões nos alojamentos de estudantes conseguimos ter um perfil muito bom de qual é a casa que os estudante gostariam de ter.É sabido, e no mínimo esperado, que o projeto inicial atendesse todas as normas legais para construir a CEUVale, mas será que as normas correspondem e sanam as necessidades dos moradores? Será que um quarto de doze metros quadrados é suficiente para dois estudantes universitários? As normas respondem que sim, mas os moradores tem a resposta muito diferente da dada pelas normas. Enfim, qual seria a edificação ideal? A casa deverá levar em conta o melhor posicionamento em relação ao sol para ter um melhor aproveitamento da luz natural. Vários estudos certificam que a luz natural, além de benefícios para saúde, é a ideal para o desenvolvimento de atividades relacionada a concentração e raciocínio.A edificação deverá levar em consideração o melhor dimensionamento e posicionamento das aberturas, para assim, diminuir, ou usar em nosso favor, a influência do clima. O conforto térmico da casa deverá nortear o projeto.
O dimensionamento dos dormitórios é determinante para a qualidade de vida dos moradores. O atual projeto prevê seis metros quadrados por morador em cada dormitório, números que desagradam profundamente os estudantes consultados. Foi feito um esboço do dormitório ideal para a maioria dos estudantes consultados.
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O dormitório leva em consideração o melhor aproveitamento do espaço com ampla área de parede para eventual uso com prateleiras, ampla abertura de janela e porta com acesso à sacada. Os armários embutidos são essenciais à otimização do uso do espaço, bem como diminuir os custos com mobiliário.Os espaços de uso comum para todos os moradores devem ser quantizados segundo as normas legais previstas no código de obras da Prefeitura de Porto Alegre. As cozinhas deverão ser distribuídas, uma por pavimento, para suprir a demanda dos moradores de cada andar.
Uso racional dos materiais utilizados
Os índices de desperdício de materiais na construção civil é alarmante e está muito longe dos ideais da sustentabilidade. Espera-se que na construção de um prédio público leve-se em conta a racionalidade do uso dos recursos naturais e financeiros do País. No processo de aquisição dos materiais devemos pesquisar a origem e modo de extração das matérias-prima, tornando-se um dos critérios para a contratação o compromisso sócio-ambiental da empresa analisada. O transporte dos materiais também deve ser abordado de maneira crítica no sentido de diminuir o uso dos veículos rodoviários e sua conseqüente liberação de gases poluentes da atmosfera. Assim, se contratarmos empresas da região, além de diminuir o uso de veículos rodoviários, também favorecemos o desenvolvimento local, gerando empregos e renda.
Gestão mais eficiente no uso das águas
A água é um patrimônio da terra que, apesar de abundante em termos de volume total, começa a faltar em grandes aglomerados urbanos. Devemos fazer uma gestão mais eficiente das águas. Este princípio envolve a economia através da utilização de equipamentos de baixo consumo, envolve o reuso das águas servidas, a preservação dos mananciais e o aproveitamento das águas da chuva.
Aproveitamento das águas da chuva
A Casa do Estudante terá ampla área coberta por telhado, que permitirá a captação das águas da chuva. Após a canalização, a filtragem e o armazenamento estas águas podem ser aproveitadas para uso nas lavanderias e descargas dos vasos sanitários.
Reuso das águas cinzas
As águas cinzas são aquelas provenientes dos chuveiros, lavatórios e máquinas de lavar roupas. Estas águas são ricas em sabões, sólidos suspensos e pouca matéria orgânica, e podendo possuir pequena quantidade de bactérias. A proposta é que estas águas sejam utilizadas, após prévio tratamento, em conjunto com as águas das chuvas nas descargas dos vasos sanitários. O uso de sistemas inteligentes para diminuição do consumo de água, como torneiras de lavatório com sensores fotossensíveis, também é sugerido no que diz respeito a gestão mais eficiente do uso das águas.
Eficiência energética da casa
A eficiência energética que prega a utilização sábia e maximizada dos recursos energéticos disponíveis é totalmente inserido no conceito de desenvolvimento sustentável, pois força a adequação da demanda energética à limitada realidade da produção de energia disponível. Portanto pensar sistemas que poupem energia é essencial.
Aquecimento das águas de banho
É essencial que a nova edificação viabilize a instalação de um sistemaque substitua a utilização dos chuveiros elétricos por um sistema de energia mais sustentável. Sistemas que utilizam a energia solar para aquecimento de águas de banho são os mais indicados, podendo ter um sistema auxiliar de aquecimento a gás para eventuais dias sem incidência solar suficiente para suprir a demanda da Casa.
Iluminação dos ambientes internos
A iluminação do ambientes internos deverá valer-se do uso de lâmpadas mais econômicas que as atuais usadas nas casas existentes, bem como fazer o uso mais eficiente possível da luminosidade natural no interior da edificação.
Para concluir, exigimos que os pontos discutidos sejam amplamente contemplados no edital de licitação do projeto arquitetônico da Casa.
GDCEVale
Porto Alegre, 20 de fevereiro de 2008.





German disse
Quem tem carência mas mora em Porto Alegre vai poder morar na casa?
Jorge Vinicius disse
Quem bom que a Deputada Manuela d’Ávila apresentou emenda no valor de um milhão de reais para viabilizar o inicio da Casa do Estudante do Campus do Vale, pena que outros deputados não se sensibilizaram com a causa.
Luiz disse
Sou estudante de Arquitetura e Urbanismo e meu TFG trata exatamente sobre Moradia Estudantil, gostaria de saber mais a respeito da Casa do Estudante, projeto que me pareceu de uma grande utilidade para poder pensar em como poderei desenvolver o meu projeto….como este projeto se insere no contexto urbano, zoneamento, programa de necessidades, acessos e circulações, pré-dimensionamentos…entre outras………ficaria muito grato em obter qualquer tipo de resposta ou até mesmo algum encaminhamento para quem possa me auxiliar em tal pesquisa……obrigado