DCE-UFRGS

Gestão 2008/2009 – DCE Sempre em Frente! UFRGS, pra que(m) te quero?!

Arquivo da categoria ‘Teia N.º2’

Ninguém toca na TOCA!

Publicado por DCE-UFRGS em Segunda-feira, 23/04/07

Na semana passada, dia 17 de abril, a TOCA pegou fogo. Ainda não sabemos a causa do incêndio ou como ele aconteceu, mas o importante é saber o que fazer a partir deste momento.

A TOCA sempre foi um espaço dos estudantes e deve ser mantida como tal. Muitos espaços já nos foram retirados, muitos DA’S não têm mais a sua sede, e são poucos os locais em que podemos discutir, confraternizar e até mesmo fazer nossos eventos e festas.

Por isso é importante que, a partir de agora, o retomemos. Para isso precisamos de mobilização, portanto contamos com a participação de todos. O momento não é de divisão dos estudantes, devemos nos unir em defesa dos nossos espaços, seguindo o exemplo da vitoriosa luta pela manutenção da permanência.

Não caiamos na conversa oportunista de quem só quer nos enfraquecer e dividir nossas forças.

Vamos ocupar a TOCA e revitalizá-la, dando ênfase ao projeto já em andamento de parceria CHIST, CEL e Instituto de Artes, que visa desenvolver oficinas para os estudantes dos nossos cursos.

Portanto:

Quarta-feira, dia 25 de abril de 2007: Ato às 11h da manhã em frente a Reitoria! Levem cartazes, faixas, apitos, panelas e TUDO que faça barulho.

Um ônibus do DCE sairá do Campus do Vale possivelmente por volta das 10h.

No FINAL DA TARDE começará a FESTA DE ARROMBA em frente a TOCA. Estejam PREPARADOS. Levem também tudo o que faça barulho, a festa é de protesto, a festa é de arromba, a festa é pra descontrair!

Mobilização permanente em defesa da TOCA! A TOCA é nossa!!!

Abertura imediata e devolução do espaço aos estudantes!

A TOCA está segura nas mãos dos estudantes!!!

 

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Grupo de Trabalho de Combate à Homofobia e Discriminação de Gênero

Publicado por TEIA em Sexta-Feira, 20/04/07

Um grupo de estudantes, com o apoio do DCE, está debatendo a questão de gênero e homofobia na sociedade e os reflexos na universidade.

O GT é aberto e se reúne todas as quartas-feiras às 18h30 no Diretório Acadêmico da Comunicação na FABICO.

Mais Informações: Falar com Raquel (F: 9603 7088) (raquelmatos@gmail.com)

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Ato 17/04: Relato

Publicado por DCE-UFRGS em Quarta-feira, 18/04/07

Conforme o calendário de lutas deliberado no Encontro Nacional contra as reformas do governo Lula do dia 25/03 e na plenária da Frente Nacional contra a Reforma Universitária no dia 26/03, ambas em São Paulo, o dia 17/04 foi marcado por lutas no campo e na cidade.

Data que nos relembra o ano de 1996, em que 19 militantes do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra foram brutal e covardemente assassinados pela polícia militar do Pará em Eldorado dos Carajás.

Porto Alegre foi palco de um grande ato público que reuniu cerca de 1000 pessoas entre servidores federais, estudantes e sindicatos. A Associação dos Servidores da UFRGS (ASSUFRGS) chamou paralisação geral para marcar o início da campanha salarial desse ano que além de exigir o fim do congelamento salarial dos últimos 10 anos, faz a crítica contundente ao Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), a atual menina dos olhos neoliberais do governo Lula e da elite nacional, que propõe a manutenção dos salários, já bastante desvalorizados, por mais 10 anos.

Também vieram a Porto Alegre ônibus de servidores da UFPEL, CEFET Pelotas, UFSM e FURG, conseguindo a unidade dos servidores das instituições federais de ensino do Rio Grande do Sul.

O DCE da UFRGS esteve presente com as pautas específicas que hoje atingem quase todos os mais de 20 mil estudantes de graduação da Universidade Federal do RS. A concentração dos estudantes universitários convergiu com a dos servidores e a com dos estudantes secundaristas em frente à Reitoria da UFRGS por volta das 10h 30 min. O DCE, a ASSUFRGS e o ANDES-SN, fizeram suas reivindicações ao Reitor que, acompanhado do Vice-Reitor, de secretários e Pró-Reitores, mais uma vez deu declarações vagas, porém não discordando das manifestações e gritos das centenas de pessoas ao se redor.

A continuidade do Ato foi de maneira pacífica, mas contundente. As diversas falas e palavras de ordem combateram duramente a política econômica do governo Lula, constantemente caracterizado como neoliberal, que asfixia o funcionalismo público, a educação e as outras áreas sociais, como as ligadas a questão da refoma agrária.

Depois de caminharem pelas vias mais movimentadas do centro da cidade passando pela Av. Salgado Filho, Rua Dr. Flores, Av. dos Andradas, Rua Pinto Bandeira e, finalmente, chegando ao Banco Central da Av. Alberto Bins, todas as entidades fizeram suas intervenções finais, ficando a cargo do DCE da UFRGS e da ASSUFRGS darem o tom de encerramento do Ato.

O coordenador-geral do DCE, Shin Pinto, finalizou afirmando a necessidade da unidade das categorias na luta por uma outra Universidade, ressaltando os 590 bilhões de reais desviados da população brasileira para o pagamento dos juros da dívida externa. Terminou com o tradicional refrão do movimento estudantil que se opõe a Reforma Universitária, “quem não pula é governista”. O que se viu foi um mar de estudantes e, até de servidores com anos de luta, pulando e cantando.

Berna Menezes, da coordenação-geral da ASSUFRGS, encerrou conclamando a todos, e em especial os servidores federais, para seguirem na luta contra o PAC que corrói os salários, contra as reformas neoliberais de Lula que retiram direitos historicamente conquistados e saudando efusivamente o grande Ato que acabavam de realizar.

Ao contrário do que escreveu em seu blog, o ex-ministro cassado por corrupção José Dirceu, que não percebia nada de propositivo e de maior importância no Encontro Nacional do dia 25/03, em Porto Alegre e por todo Brasil os defensores de um outro país mostraram como podem ser propositivos e relevantes na contínua escrita da história. O maior dos mensaleiros teve uma indigesta surpresa nesse 17/04.

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Permanência: Mais uma vitória da mobilização dos estudantes

Publicado por DCE-UFRGS em Segunda-feira, 16/04/07

Na última quarta-feira, dia 11 de abril, mais uma reunião da Comissão de Diretrizes do CEPE que está discutindo as novas regras para a graduação da UFRGS, decide encaminhar a proposta de extinção da Permanência que seria votada no CEPE, um golpe contra a qualidade do ensino da própria universidade e na formação dos estudantes dos onze cursos atingidos. A Comissão de Diretrizes é composto por sete conselheiros do CEPE, seis professores e um representante discente – essa é a chamada “democracia” da Ufrgs, como nos demais espaços, onde a proporção é de 70% professores, 15% funcionários e 15% estudantes.

Para a manhã de sexta, estava convocada uma reunião da Comissão de Diretrizes do CEPE com o Reitor, Vice-Reitor e Pró-Reitor de graduação, com o claro objetivo de convencê-los da necessidade de extinção da Permanência, o que já se havia feito com as Comgrads dos cursos envolvidos em reunião anterior, onde fora alcançado quase seu objetivo total, senão fossem as Comgrads da História e Ciências Sociais.

O nosso contra-golpe já se havia iniciado em dezembro de 2006, com os primeiros rumores da possível extinção da Permanência, mas que se intensificou depois do início das aulas com o envolvimento dos estudantes. Em dois momentos se ameaçou votar no CEPE, uma em janeiro, nas férias – tática parecida do aumento das passagens escolares, onde a maioria dos estudantes não estão em Porto Alegre, para não haver manifestações – em que a nossa representação discente ameaçou com o pedido de vistas, não deixando ir para votação, e outra em março em que a Comissão recuou, tirando da pauta da reunião, sabendo novamente do iminente pedido de vistas e da pressão da mobilização dos estudantes. Nas duas oportunidades, os nossos três representantes discentes (DCE Ufrgs/Instinto Coletivo) foram importantes e decisivos, enquanto que os outros representantes discentes precisavam ser convencidos da grave situação. Ressaltando a importância da nossa representação discente combativa, guerreira que não tem medo de enfrentar os professores nas mais diversas instâncias da universidade, que não estão ali simplesmente para preencher espaço, “tomar cafezinho” com a Reitoria e os que nos atacam.

Na reunião de março do CEPE, o que vale ressaltar foi o primeiro ato da mobilização, onde ocupou-se os espaços do segundo andar da reitoria e inclusive a sala de reuniões por um determinado tempo manifestando a nossa contrariedade.

A partir daí, vários setores da Ufrgs se uniram à causa: o DCE, o CEB (Conselho das Entidades de Base), alguns DA’s e muitos estudantes que formaram a Comissão dos estudantes em defesa da Permanência, com reuniões semanais às segundas-feiras no CV do Campus do Vale, em dois períodos: às 12h30min e 18h. Vale ressaltar que houve até uma festa no CV, a Festa da Permanência organizada pelos estudantes da História.

Além dos muitos panfletos para divulgação, jornal do DCE, vários abaixo-assinado (um da Biologia, um da História e o último geral a todos os cursos), muitas passagens em sala, rádios-poste, colagem de cartazes, lista de emails específico, e muitas reuniões gerais e em cada curso (professores, Comgrads, Conselhos de cada curso, etc) foram alguns dos métodos utilizados para informar e mobilizar o maior número de estudantes.

Na última semana se intensificou as reuniões na busca de diálogo e de opções à extinção da permanência. A semana começou com a reunião na segunda no Vale, na terça à noite no DCE, e na quarta na Comissão. Com a decisão da iminente extinção se buscou abrir diálogo direto com a Reitoria, não sendo essa possível pela “falta de espaço na agenda” do Reitor. Mas outras reuniões foram feitas que se tornaram produtivas, com o coordenador do SAE, e outra com o pró-reitor de graduação. As duas positivas, pois além da apresentação da nossa proposta de Permanência, os representantes da reitoria saíram da reunião comprometidos que a nossa reivindicação seria levada ao Reitor.

Na reunião de sexta, novamente foi chamado um ato para marcar nossa posição e sensibilizar principalmente a reitoria do prejuízo que a universidade, estudantes e sociedade teriam com o fim da permanência. A reunião não foi aberta para os estudantes como foi solicitado antes da reunião.

O Reitor, Vice e o Pró-Reitor de graduação não se convenceram dos argumentos apresentados pelos Conselheiros da Comissão de Diretrizes favoráveis à extinção da permanência, e em muitos momentos da fala de cada um concordando com os argumentos nossos e principalmente pressionados por toda essa mobilização descrita acima e ao pessoal que estava no lado de fora da sala de reuniões entoando gritos de ordem.

O encaminhamento que se deu foi que na próxima reunião do CEPE será colocada em votação as novas regras da graduação mantendo a Permanência como ela está e que ela, somente ela, será objeto de discussão pela Câmara de Graduação e Comissão de Diretrizes do CEPE e que se dará ênfase na nossa proposta de colocar regras. Mas essas novas discussões possam resultar na proposta de extinção.

Então, a nossa vitória foi parcial, precisamos continuar mobilizados, e que agora possamos apresentar a nossa proposta às Comgrads, e que essas possam discutir as regras para a Permanência e encaminha-las para a Câmara de Graduação e Comissão de Diretrizes do CEPE.

Continuamos nossas reuniões semanais, recolhimento e passagem dos abaixo assinados, reuniões nos cursos, nas Comgrads para convencê-las da nossa proposta.

Valeu o empenho de cada um até agora… Parabéns!!!

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